Sonhos e neurociência

A interpretação dos sonhos e as neurociências

Com a descoberta que os sonhos ocorrem de modo regular e independente do sono REM, é impossível que o estado e sonho REM sejam controlados por mecanismos cerebrais independentes.
O sonho REM tem seu maior pico de ocorrência poucos minutos após adormecermos. Ele é ativado de forma cíclica aproximadamente cerca de 90 em 90 minutos. Já o sono não REM ocorre com maior freqüência nas fases finais do sono. Estas evidências estimularam pesquisas positivas que contribuirão para muitos avanços.
A dificuldade de entender como existe a possibilidade de ter sonhos na fase não REM (NREM) foi decifrada pela neurociência moderna. Ela afirma com comprovações científicas que o estado REM não é o equivalente fisiológico dos sonhos.
Foi demonstrado que o REM é produzido por um pequeno grupo de neurônios em uma parte do tronco encefálico, mais especificamente a “ponte”, situada um pouco acima da medula espinhal, onde há uma interação recíproca de substâncias químicas.
As partes do cérebro cruciais para o sono REM e aquelas imprescindíveis para o sonho estão completamente separadas tanto no nível anatômico como do ponto de vista funcional.
Enquanto as primeiras então localizadas no centro cerebral (ponte)-junção occipto-têmporo-pariental, as regiões essenciais para a ocorrência de sonhos estão situadas nas partes mais elevadas do cérebro-lobo frontal.No centro cerebral encontra-se um grande feixe de fibras que transportam uma substância química chamada dopamina do centro para as partes mais altas do cérebro. Lesões nesse feixe tornam o sonho impossível, mas o sono REM ocorre normalmente.
Pacientes que perderam a capacidade de sonhar devido à lesão cerebral possuem mais distúrbios do sono que aqueles que sofreram lesão cerebral e lembram-se dos sonhos..
Embora seja verdade que o mecanismo (colinérgico) que gera o estado REM é ´motivacionalmente neutro`, o mesmo não pode ser dito do mecanismo dopaminérgico que gera o estado de sonho. Este último funciona como sistema de comando do cérebro, baseado no instinto libidinoso, sendo este ativado ao máximo durante o sono REM
Desta maneira foi possível concluir que o sonho pode ser desencadeado por uma intermediação de um (ponto gatilho), que acione um mecanismo motivacional. Não é por acaso que todos os mecanismos capazes de ativar o sonho tem em comum o fato de criar um estado de vigília durante o sono. Assim os sonhos podem ser uma resposta a algo que perturba o sono.
Freud já tinha feito a relação entre os sonhos com os fenômenos motivados e determinados por nossos desejos, sendo estes totalmente compatíveis com as mais recentes pesquisas científicas

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