Arteterapia

ARTETERAPIA

A Arteterapia é uma potente forma de comunicação, utilizando a linguagem não verbal facilitando uma conexão com o nosso interior, abrindo-nos e trazendo a tona elementos, experiências e sentimentos que estão latentes em nosso subconsciente. A arte tem papel tanto de expressão como de integração.

Elementos do subconsciente se exteriorizam trazendo o autoconhecimento através da auto-expressão e percepção, que a arteterapia proporciona. O processo da arte é curador, já que a maioria dos desequilíbrios que assola a humanidade está na desconexão com seu eu interior. Ignorando-nos, bloqueando sentimentos, abrem-se portas para disfunções em vários níveis, podendo assim, refletir no físico e causar até perturbações emocionais.

Uma importante qualidade da Arteterapia é que além de promover autoconhecimento, trabalha também questões importantes para saúde e qualidade de vida, auto-estima e auto-realização. Por ser uma terapia dinâmica participativa, o indivíduo participa de seu tratamento, produzindo e tendo uma experiência realização pessoal inigualável.

A forma como cada indivíduo se expressa é muito pessoal e complexa, o arteterapeuta em hipótese alguma interfere na interpretação e processo pessoais do interagente, trabalha no sentido de utilizar a linguagem da arte e a interpretação pessoal do interagente. Provoca a obtenção de insights da pessoa que á a única que tem as chaves se seu inconsciente, e é o único que pode abrir estas portas. Por isso a arteterapia é tão eficaz. Levando em conta as peculiaridades de cada um e a relatividade do tempo de cada um. É um método confortante de reequilíbrio humano.

A contribuição de Jung no campo da arte diz respeito principalmente a interpretação dos símbolos e imagens manifestada pelo inconsciente. Num processo artístico deve se dar atenção especial à espontaneidade criadora, que pode ser uma representação arquetípica. O elemento central para a compreensão da fenomenologia do inconsciente é o símbolo. A realização do desenho livre, a confecção de uma mandala, a elaboração de um arranjo, são formas de comunicação não verbal para trazer a tona elementos da psique e chegar até os símbolos.

“O símbolo é uma expressão indefinida com vários significados ligados ao nosso inconsciente, próprios de cada pessoa e específico do momento em que ela está vivendo”.
(Grinberg, 1997)

O símbolo liga as partes do sistema consciente-inconsciente, sendo elemento principal para compreender a maneira como ambas se comunicam.Atua como forma de expressão de energia psíquica. Tudo pode assumir um significado simbólico. Com sua propensão para criar símbolos, o homem transforma inconscientemente formas(emoções, pensamentos) em símbolos e lhes dá expressão artística.

“No mistério do ato criador o artista mergulha até as funduras imensas do inconsciente, dando forma e traduzindo na linguagem própria de seu tempo as instituições primordiais em formas com qualidades artísticas e assim, tornando visíveis a todas as fontes profundas da vida”.
(Silveira, Jung, p.161-6)

Buscando o lado criativo de toda e qualquer expressão simbólica, com atividades como desenho livre, auto-retrato e conexão com a natureza vegetal dos arranjos naturais, a importância significativa dessas manifestações é de explicitar a personalidade do participante, ou seja, uma forma mais fácil e sincera de relação de grupo. Jung considerava a imaginação como a principal função da psique, portanto uma obra artística estabelece essa comunicação tanto individual (consciente-inconsciente), como coletiva (pessoa, grupo).

“Ao longo desse processo contínuo o paciente é conduzido a se conhecer, aos poucos aprende a lidar consigo mesmo. O resultado aparece com o desenvolvimento do autoconhecimento que gera um processo de transformação”.
(Strazgorodsky 1997/98. p.60)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

GRINBERG, Luis Paulo JUNG: O HOMEM CRIATIVO.
São Paulo: FDT, 1997.

JAFFE, Aniela: O SÍMBOLO NAS ARTES PLÁSTICAS.

In: JUNG, Carl Gustav. O HOMEM E SEUS SÍMBOLOS.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s/d 1964.

LIEBMANN, Mariam. EXERCÍCIOS DE ARTE PARA GRUPOS.
São Paulo: Summus, 2000.

STRAZ GORODSKY, César. Sistema de arranjos florais

ARTETERAPIA : REFLEXÔES, São Paulo, ano III, 1997/98.

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