Tanatologia

Breve Histórico da Tanatologia

A atenção particular às pessoas próximas da morte foi iniciada por Cicely Saunders, enfermeira, em 1967 na Inglaterra mas a atenção com uma proposta de atendimento sistemática que marca a fundação da Tanatologia, foi elaborada por Elisabeth Kubler-Ross, em 1969, uma médica suíça que se radicou nos EUA e faleceu recentemente.

A Tanatologia tal como é entendida há cerca de trinta anos, tem como foco de atenção os interagentes terminais e seus familiares. Entende-se por interagente terminal aquele que possui uma doença incurável em função da qual pode morrer num curto espaço de tempo. Assenta no princípio do cuidar, na melhoria da qualidade de vida e não na idéia de curar.

O campo de trabalho é o alívio do sofrimento físico, e do sofrimento emocional ( incluso o da família) que antecede o processo de morrer, especialmente o sofrimento ligado ao medo da morte abrindo novas perspectivas para o sentido da vida. Fazem parte do âmbito da Tanatologia a ajuda o interagente a resolver assuntos práticos de caráter jurídico , religioso e outros.

Dado o vasto campo de necessidades do interagente terminal e família o exercício da Tanatologia tem uma base de trabalho interdisciplinar que engloba profissionais de saúde, psicologia, assistência social, justiça, representantes religiosos, etc. Os cuidados podem realizar-se em casa, no hospital, hospício, dependendo das circunstâncias em que se encontra o interagente.

A possibilidade de ajuda ao interagente terminal implica uma discussão sobre o que é a morte e o sentido da vida nas perspectivas sociológica, antropológica, filosófica e religiosa, com base em textos de diversos autores. O aluno adentra numa perspectiva alargada e aberta sobre o tema .

O trabalho com o sofrimento humano nestes estádios não se baseia naquilo que o interagente viveu ( no passado) nas sim naquilo que ele não viveu, ou seja o quanto ele não evoluiu. A idéia de que o ser humano pode evoluir e como evoluí é desenvolvida com recursos a autores como Ken Wilber e Stanislav Grof que apresentam duas perspectivas complementares, uma mais teórica outra essencialmente experimental, sobre a evolução do ser humano. Este tema antecede a discussão mais detalhada visando a origem dos medos da morte, em diferentes fases da evolução, e a exploração desses medos como parte do processo de morte e renascimento que acompanha toda a evolução do ser humano. Por fim a disciplina entra no entendimento dos momentos psicológicos do interagente próximo da morte através da obra de Elisabeth Kubler-Ross e da perspectiva dos bardos do budismo tibetano. Segue-se a exploração das possíveis formas de ajuda ao interagente e família.

Texto elaborado por Maria Irene Pires dos Reis Ferreira

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