Trofoterapia

Breve Histórico da Trofoterapia:

A história da alimentação iniciou-se baseada numa relação instintiva e empírica e desenvolveu-se acompanhando aspectos culturais , geográficos e antropológicos dos diferentes povos até se modificar profundamente com a pesquisa científica no início do século XVIII.

O século XVIII e a Revolução industrial trouxeram grandes avanços dentro da pesquisa científica e também dentro da ciência da nutrição e da agronomia .

A situação atual da dietética é um reflexo da evolução científica da humanidade, que ao se distanciar da Natureza, foi perdendo cada vez mais seu instinto natural de se alimentar e desenvolvendo teorias científicas do que e como comer. Os tratados filosóficos históricos e livros sagrados como a Bíblia , que também abrigavam teorias sobre valores nutritivos de certos alimentos, foram substituídos por pesquisas que se intensificaram a partir de 1840, com cientistas e fisiologistas como Lavoisier, Claude Bernard, Liebig e Magendie que direcionaram pesquisas no campo da física e química. O metabolismo dos alimentos e seu valor energético e nutritivo foi relacionado ao processo de respiração e produção de energia.

Incentivados por Johannes Muller(1801-1858) e sua Fisiologia do Homem – uma interpretação profundamente mecanicista dos fenômenos vitais – e Virchow, Helmholz e Du Boys Reymond – que conceituaram que o espírito é o resultado da matéria – fortaleceu-se o ceticismo científico. Segundo Virchow , citado por SCHMITH , a célula é a base de todo o organismo e a causa de todas as moléstias.

Ainda nessa época , Meyer e Helmhoz(1842-1847) descobrem a “Lei da conservação de energia”. Começa a análise quantitativa dos nutrientes através da balança e da bomba calorífica e se escolhe a caloria como unidade termodinâmica. O conceito de produção de energia passa a ser igualmente aplicada ao organismo vivo e ao ser humano . baseada fortemente numa filosofia quantitativa, a qual deixou sua marca em toda a dietética atual. Em 1840, Liebig redigiu a obra “A Química Orgânica e sua aplicação na Agricultura e Fisiologia”, que trouxe princípios diretrizes para a alimentação e se tornaram base para os mais recentes estudos da Nutrição e da AgronomiaVoit declara em 1875 que a necessidade média do organismo adulto humano é de 3000 calorias, provenientes de 500g de carbohidratos, 118g de proteína e 56 g de gordura.

Percebe-se que nessa época houve uma considerável evolução com relação valor nutritivo dos alimentos, os nutrientes e os processos de regulação do metabolismo , baseada fortemente numa filosofia quantitativa, a qual deixou sua marca em toda a dietética atual. Em 1840, Liebig redigiu a obra “A Química Orgânica e sua aplicação na Agricultura e Fisiologia”, que trouxe princípios diretrizes para a alimentação e se tornaram base para os mais recentes estudos da Nutrição e da Agronomia.

Texto elaborado por Elaine de Azevedo

Quanto mais colorido melhor!

Várias cores no prato e mais saúde para você!

Os fitoquímicos são componentes bioativos que colorem as plantas, verduras e legumes. Existem cerca de 5000 diferentes tipos de fitoquímicos, sendo que cada vegetal ou fruta pode conter centenas deles.

Cada cor representa um tipo de fitoquímico, um tipo de vitamina, um princípio ativo que nos ajuda a combater os radicais livres e manter a saúde das nossas células. Por isso separamos os compostos presentes nos alimentos de diferentes cores:
Alimentos de cor laranja (cenoura, abóbora, manga, tangerina)- BIOFLAVONÓIDE – fitoquímico que pode melhorar a retenção hídrica e combater processos inflamatórios;
– Vitamina A – importante para a saúde da pele, cabelos e visão;
– Vitamina C – importante para a formação de colágeno.
Alimentos amarelos-Ricos em vitamina A, beta-caroteno e luteína: importantes para a saúde da pele, cabelos e demais tecidos. A luteína em especial, é importante para a visão e melhora da imunidade;
-Fontes também em vitamina C.

Alimentos vermelhos (maçã, melancia, uva vermelha, caqui, goiaba vermelha framboesa, cereja, pitanga, romã, beterraba, pimentão vermelho, repolho roxo, tomate)- Contém LICOPENO – substância antioxidante, fotoprotetora (protege a pele contra os raios solares) e que se consumida regularmente pode prevenir vários tipos de câncer, principalmente o de próstata.;
– Além de vitamina C e flavonóides, estes últimos capazes de prevenir doenças crônicas como o diabetes e hipertensão;
Os alimentos vermelhos também podem atuar na proteção contra o estresse.

Alimentos verde-escuros (espinafre, couve, brócolis, acelga, alface, salsão, aspargos, ervilha, pepino, couve de bruxelas, pimentão verde,abobrinha, quiabo, vagem, abacate)- Fonte de clorofila que contém muito magnésio, considerado o “maestro dos minerais”, é essencial para um boa absorção do cálcio; além de beta-caroteno, luteína (potentes antioxidantes), folato, vitaminas C e E, ferro, potássio e cálcio;
É imprescindível comer pelo menos um alimento da cor verde-escura todos os dias.

Alimentos brancos (alho, cebola)- Têm ação antifúngica, antitumoral, anti-inflamatória.

ATENÇÃO: Para ter estas ações, o alho deve ser consumido cru (ou ao cortá-lo, deixar descansar por 10 minutos para que as substâncias se tornem ativas).

Além dos fitoquímicos mencionados, há também a CURCUMINA, um antioxidante natural, que age na proteção das células, inclusive na proteção ao DNA contra os radicais livres; além de ter ação anti-inflamatória e anticancerígena. A curcumina pode ser encontrada no açafrão italiano (zafferano).

Para ter saúde, vitalidade e todos os benefícios mencionados acima, é muito importante que você coma frutas e verduras com no mínimo 4 cores diferentes todos os dias.
Quanto mais cor houver no prato seu prato, mais tipos de substâncias que ajudam a combater os radicais livres vão ser ingeridas, pois cada alimento nos dá um tipo diferente de antioxidante. O ideal é que se atinja no mínimo de 3-4 cores diferentes nas refeições principais como café da amanhã, almoço e jantar.

É importante evitar a monotonia das cores. Caso já tenha pego uma folha verde escura, não perca tempo se esforçando para pegar outra, tente acrescentar cores e não quantidades no seu prato. Ao final da montagem do prato certifique-se que as cores estão variadas, além de mais nutritivo, as cores deixam o prato mais atrativo.

Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por virProvérbios 19:20 (NVI)

Texto de Ana Carolina C. Carone; Andréia F. Moura; Hannah M. Scielzo, Nutricionistas.

Postado por Naturóloga, formada na Unisul, Thaiz Golubov

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